Dr. Edmir Américo Lourenço

CRM: 26.252

Professor Titular da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí – SP

RONCO E APNÉIA



A CRIANÇA COM MAU RENDIMENTO ESCOLAR


RONCAR PODE NÃO SER NADA ENGRAÇADO...


Apenas 10% das pessoas com sono de má qualidade têm consciência disso! O ronco esporádico é considerado normal, contudo quando é freqüente, torna-se um sintoma devastador: devasta casamentos, amizades de pescaria, a própria saúde... é uma anomalia desagradável aos outros e não tanto a si próprio. Mas quando surgem cortes na respiração, isto é, a interrupção da passagem de ar pela garganta durante o sono, chamadas de apnéias, as conseqüências podem ser gravíssimas e até a morte. Acomete cerca de 4% dos homens e 2% das mulheres. Quando colchão e travesseiro são adequados e a vida tem uma rotina saudável mas há roncos, o parceiro(a) deve observar se há engasgos ou cortes na respiração, que pode ser indicativo de apnéias.


Nas crianças e adolescentes a apnéia se manifesta com uma hiperatividade, mal desempenho escolar por ficarem irritadas e com dificuldade de concentração, retardo no crescimento e se deve muitas vezes a problemas nasais freqüentes como alergia, desvio de septo e sinusite. Crianças e adultos podem ter um sono agitado e movimentos com as pernas devido a frequentes pequenos despertares. Quantos roncadores já morreram de apnéia, desconhecendo os riscos que estavam correndo? No Brasil, o risco de morte é de 32% em um período de nove anos, pois pode induzir à pressão alta, alterações do ritmo cardíaco, derrames, infartos, diabetes e muitas outras doenças. Durante o dia, a pessoa sente uma sonolência excessiva enquanto assiste à TV, a uma palestra ou mesmo enquanto dirige. Outros sintomas também comuns são a falta de concentração, irritabilidade, falta de memória, dores de cabeça, cansaço fácil, alteração de humor e perda de libido. As causas são várias e podem ser diagnosticadas por médico otorrinolaringologista habilitado. Aumentam as chances de apnéia o aumento de peso (embora muitos sejam magros), envelhecimento, predisposição genética, problemas nasais, uso de substâncias como álcool e remédios para dormir. Quanto mais o paciente demora para iniciar o tratamento, mais grave se torna a apnéia. Inclui mudanças comportamentais como emagrecimento e exercícios físicos, medicamentos em alguns casos e até mesmo cirurgias. Alguns casos melhoram com o CPAP, aparelho que manda uma pressão de ar comprimido pelo nariz, abrindo a garganta e facilitando a passagem do ar durante o sono.


DICAS para melhorar a qualidade do sono: evitar café, álcool, fumo, soníferos, calmantes, relaxantes musculares, Coca-Pepsi, filmes de violência ou terror logo antes de deitar-se, excesso de luz e som, exercícios físicos intensos e comida no mínimo 2 horas antes de deitar-se. Deve-se dormir no mínimo durante 7 horas e meia.


Por: Dr. Edmir Américo Lourenço


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