Dr. Edmir Américo Lourenço

CRM: 26.252

Professor Titular da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí – SP

DEIXAR DE FUMAR É PRECISO - RINOLOGIA E SINUSOLOGIA



31 de maio é o Dia Mundial Sem Tabaco da Organização Mundial de Saúde.


O tabagismo é um problema de saúde pública mundial, responsável por 5 milhões de mortes anuais no planeta. No Brasil, 200.000 pessoas morrem anualmente vítimas dessa doença. PROCURE SEU MÉDICO ESPECIALISTA PARA LARGAR DE FUMAR!


As doenças associadas ao uso dos derivados do tabaco são quase 50 doenças diferentes, principalmente as cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite).


Além disso, estudos mostram que o tabagismo é responsável por:

  • 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas/hora).
  • 25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio.
  • 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo de 60 anos.
  • 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos.
  • 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema.
  • 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos).
  • 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero).
  • 25% das doenças vasculares, entre elas derrame cerebral.

O tabagismo pode causar ainda: impotência sexual no homem, complicações na gravidez, aneurismas arteriais, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e trombose vascular. As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer. Ao parar de fumar, o risco de ter essas doenças vai diminuindo gradativamente e o organismo do ex-fumante vai se restabelecendo.


Conheça o cigarro por dentro
A fumaça do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas diferentes como monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, nicotina e alcatrão. O alcatrão é um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas, entre elas o arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, resíduos de agrotóxicos, substâncias radioativas como o Polônio 210, acetona, naftalina e até fósforo P4/P6, substâncias usadas para veneno de rato.

O monóxido de carbono ligado à hemoglobina, forma o composto chamado carboxihemoglobina, que dificulta a oxigenação do sangue, privando alguns órgãos do oxigênio e causando doenças como a aterosclerose. A nicotina é uma droga psicoativa que causa dependência. Age no cérebro como a cocaína, com uma diferença: chega a ele em torno de 9 segundos. Por isso, o tabagismo é classificado como doença, do grupo de trantornos mentais e de comportamento, devido ao uso de substância psicoativa. Além disso, a nicotina aumenta a frequência cardíaca, causando hipertensão arterial, provoca diversas doenças cardiovasculares, pode causar úlcera gástrica e o enfisema pulmonar.


Mulher e Tabaco
As mulheres são igualmente ou mais suscetíveis aos malefícios do fumo, devido às peculiaridades próprias do sexo, como a gestação e o uso da pílula anticoncepcional. A mulher fumante tem um risco maior de infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce (em média 2 anos antes) e dismenorréia (sangramento irregular).


Tabagismo passivo
É a inalação da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por não-fumantes em ambientes fechados e é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subsequente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool. Ao fim do dia, em um ambiente poluído, os não-fumantes podem ter respirado o equivalente a 10 cigarros. Fumar em ambientes fechados prejudica as pessoas com quem o fumante convive: filhos, cônjuge, amigos e colegas de trabalho. Ao respirar a fumaça do cigarro, os não-fumantes correm o risco de ter as mesmas doenças que o fumante.


Quais são os riscos para as crianças que convivem com fumantes em ambientes fechados?
As crianças que vivem com fumantes em casa apresentam um aumento de incidência de pneumonia, bronquite, exacerbação de asma, infecções da orelha média, além de uma maior probabilidade de desenvolvimento de doença cardiovascular na idade adulta.


Em bebês: ocorre um risco 5 vezes maior de morte súbita sem causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil); há maior risco de doenças pulmonares até 1 ano de vida, entre elas a asma, a bronquite, pneumonia e as alergias. A tática de fumar longe da criança para protegê-la é uma ilusão. A fumaça pode ficar longe, mas o cheiro não. O odor de cigarro já é um fator irritante para o trato respiratório.


A ventilação nos ambientes pode eliminar a poluição tabagística ambiental ?
Não. Embora uma boa ventilação possa ajudar a diminuir a irritação nos olhos, nariz e garganta, não elimina seus componentes tóxicos. Quando áreas de fumantes e de não-fumantes compartilham o mesmo sistema de ventilação, a fumaça se dispersa por toda a área, pois circula através das tubulações de sistemas de refrigeração central. Dessa forma, opções defendidas pela indústria, tais como separação de áreas para fumantes e não fumantes em um mesmo ambiente com um mesmo sistema ventilatório, ou mesmo o aumento da troca de ar através de um sistema especial de ventilação, não eliminam a exposição dos não-fumantes. As áreas de fumantes (fumódromos) somente podem ajudar a proteger a saúde dos não-fumantes quando são completamente isoladas, com sistema de ventilação separado, não permitindo que o ar poluído circule pelo prédio e quando os funcionários não precisam passar através dessa área.


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Por: Dr. Edmir Américo Lourenço


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