Dr. Edmir Américo Lourenço

CRM: 26.252

Professor Titular da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí – SP

RINOLOGIA E SINUSOLOGIA



DOENÇAS DO FRIO E O USO INADEQUADO DE ANTIBIÓTICOS


As infecções de vias aéreas (IVAs) são doenças muito frequentes durante o ano todo, contudo aumentam durante o outono/inverno e incluem as rinites, sinusites, amigdalites, laringites, traqueítes e bronquites. No frio, as pessoas ficam mais agrupadas e em ambientes fechados, facilitando a contaminação. Além disso, a temperatura fria e o ar frio e seco favorecem a concentração de poluentes, a proliferação de vírus e bactérias, o ressecamento das mucosas e a redução das defesas do organismo. As doenças virais e bacterianas são muito semelhantes no início e somente um médico competente e atento poderá diferenciá-las, evitando em cerca de 80 a 90% dos casos o uso desnecessário de antibióticos. As infecções bacterianas geralmente são mais localizadas, enquanto as virais são mais disseminadas e muito mais frequentes, acometendo áreas mais extensas da via aérea.


Os vírus mais comuns são o rinovírus, adenovírus, sincicial respiratório e influenza. Seus sintomas são coriza, dor de garganta ao engolir, entupimento nasal, rouquidão, tosse, dor de cabeça, dor muscular, espirros, lacrimejamento e febre. O uso de anti-inflamatórios comuns, além de inadequado e inútil, pode provocar gastrite e toxicidade para os rins e ouvidos. O uso indiscriminado de gotas nasais descongestionantes pode provocar paralisia da atividade dos cílios microscópicos das mucosas e até mesmo levar ao vício. Antibióticos têm muitos efeitos colaterais em pessoas predispostas e seu uso inadequado pode levar a um aumento da resistência bacteriana. Transportes coletivos são fontes facilitadoras da disseminação de doenças infecciosas. Hidratação, alimentação adequada e vacina contra a gripe são procedimentos preventivos de doenças das estações frias, mas quando uma delas se instala, ninguém melhor do que o médico para orientar o tratamento mais adequado, prevenindo dessa forma complicações que podem ser graves, a exemplo da nova gripe - influenza A, mas que provavelmente terá sua vacina específica produzida em larga escala para ser usada já em 2010, quem sabe disponível conjuntamente à vacina contra o vírus habitual da influenza.


Por: Dr. Edmir Américo Lourenço


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