Dr. Edmir Américo Lourenço

CRM: 26.252

Professor Titular da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí – SP

LABIRINTOLOGIA



TONTURAS, LABIRINTITES E LABIRINTOSES.


Tonturas acometem cerca de 85% das pessoas em todo o mundo em alguma fase de suas vidas. Podem ser intensas, fortes e até mesmo incapacitantes, deixando a pessoa muitas vezes acamada e incapacitada para exercer suas atividades habituais. Grande parte das tonturas não são de origem labiríntica, podendo ser de origem cerebral e até mesmo tumores. A crise labiríntica aguda típica é caracterizada por tontura rotatória ou giratória, denominada vertigem, associada a nistagmos que são batimentos oculares, às vezes associados a náuseas, vômitos, sudorese fria, palidez cutânea, diarréia e até mesmo sensação de morte iminente. Podem ocorrer queda auditiva e zumbidos. É comum nos Pronto-Socorros e dramática quando incapacitante, originando-se daí a importância de conhecê-la e saber como tratá-la. O uso de medicamentos potentes precisa ser feito para o controle sintomático da crise.


Além do tratamento sintomático com remédios, devem ser evitadas substâncias irritantes labirínticas, como cafeína, teofilina, teobromina, entre outras, encontradas no café, chás preto e mate, chocolate e refrigerantes tipo cola, fumo e álcool. Após melhora clínica devem ser praticados exercícios físicos, bem como exercícios de reabilitação vestibular quando orientados pelo médico especialista, eliminados vícios posturais, modificados alguns hábitos e estilos de vida!


A verdadeira “labirintite” é grave e felizmente rara, pois indica infecção no interior do labirinto, porém esse termo é usado popularmente para designar tonturas em geral, que na verdade são as labirintoses, distúrbios funcionais dos labirintos. Existem mais de 100 causas de ”labirintites”. O diagnóstico da causa da doença e a conduta são indispensáveis, caso contrário o paciente não se cura. O exame otoneurológico associado à avaliação auditiva devem ser realizados e, de acordo com o diagnóstico obtido, pode-se complementar com investigação adicional.




Por: Dr. Edmir Américo Lourenço


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